A emergência de “infecções secundárias” também levanta outra preocupação: A vacina em desenvolvimento perderá seu efeito protetor?
Em relação a esta questão, especialistas acreditam que não há necessidade de entrar em pânico, mesmo que a vacina precise ser atualizada, tecnicamente não é difícil conseguir.
Li Bin analisou que existem pelo menos cinco estratégias diferentes para o desenvolvimento de vacinas. Cada estratégia, mesmo para algumas vacinas de proteínas de subunidades, usa sequências de regiões conservadas do vírus, especialmente para a proteína S ligada ao receptor ACE2 na superfície da célula hospedeira.
“Não importa como o vírus sofra mutação, sempre tem que entrar na célula para infectar. Para infectar a célula, deve se ligar ao receptor ACE2. A maioria das estratégias de desenvolvimento de vacinas são concebidas para prevenir esta combinação.”
Li Bin acredita que a vacina atual ainda será útil, mas pode não ser útil para novas cepas mutantes. Se existem tantas mutações no vírus que tornam as vacinas existentes inutilizáveis, novas cepas epidêmicas podem ser selecionadas no próximo ano.
Na opinião de especialistas, a possibilidade de atualização de vacinas deve ser considerada, mas isso não é um grande problema. Leva tempo para selecionar novas cepas epidêmicas. Não é difícil conseguir tecnicamente neste momento. Além disso, com base no entendimento atual, a mutação do novo coronavírus não é tão rápida quanto a do vírus influenza.
“Se a nova vacina precisa passar novamente por testes clínicos de fase III depende da mutação do vírus. Não necessariamente precisa ser feito. Por exemplo, a atual vacina contra o vírus da gripe não precisa passar por ensaios clínicos de fase III em todas as fases.”
